sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Importância da Humildade - 3° Parte.

O Maior seja o Menor
Por Guilherme M. Damasceno
“E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve.”  Lucas 22:24-27.
Após a ceia de páscoa, ainda no cenáculo com seus discípulos, ao termino da celebração de fraternidade e comunhão, houve entre os discípulos de Jesus discórdia em relação entre qual deles parecia ser o maior, Jesus então os repreendeu, denotando o exemplo dos reis absolutistas que dominavam e exerciam autoridade sobre os povos, sendo reconhecidos e admirados como benfeitores, no entanto entre eles não ocorreria da mesma forma, mas aqueles que almejavam alguma posição de honra deveriam se submeter à humilhação; Aquele que exercia governo apesar da autoridade de sua posição, deveria ser como um serviçal, é através desta exemplificação que Jesus expõe a lógica humana que julga que o maior é o que esta em evidencia na mesa sendo servido e o menor seria aquele que serve, porém Ele sendo o Maior não foi servido, mas teve o prazer de servir, ser naquele momento o Servo dos servos. A lógica divina, portanto contraria a lógica humana, pois para Deus a humildade pressupõe um coração benevolente, que anseia servi a Deus e consequentemente expressar essa gratidão a Ele servindo aos irmãos em Cristo, através da benevolência do Altíssimo; a humildade como atributo de caráter foi à essência da vida de Jesus e de ministério terreno, e em semelhança Ele ensinou os seus discípulos a seguir seu exemplo de humildade e modéstia.
A um grande desafio para os cristãos nesta mensagem de Jesus, principalmente para a atual igreja pós-moderna, é como disse Davar Elohim “Eis um pecado da Igreja contemporânea: muitas CELEBRIDADES, ausência de SERVOS...”. A igreja foi constituída neste mundo para servi, ela é o canal de Jesus para a expansão do Reino de Deus, pois servi a Deus inclui oferecer assistência aos desamparados (Tg. 1:27), proclamar a mensagem de Cristo aos cativos (Mc. 16:15). Cumprir a missão integral da igreja seria, portanto expressar o amor de Deus em ações de louvor, gratidão e adoração que vão ser a característica marcante da humildade que reside no coração do servo fiel ao seu Senhor. Jesus conhecia os corações dos seus discípulos, e a soberba de seus pensamentos de vãs glórias humanas que tinham a intenção da obtenção de status elevados, esta tendência foi duramente combatida por Jesus, pois os discípulos deveriam ser semelhantes ao Mestre, à humildade residia em Cristo e foi expressa em todo o seu ministério como parte de seu caráter exemplar e Soberano. Devemos aprender com Ele esta importante lição e por em prática em nossa vida. Ser  servo de Deus e um grande privilegio que esta sendo menosprezado por muitos; hoje em dia muitos daqueles que se dizem seguidores de Cristo estão deixando de serem servos obedientes a Deus, para se auto proclamarem senhores, menosprezam a autoridade bíblica de seus superiores eclesiásticos, advogando para si o direito de uma falsa liberdade cristã, que na verdade é um reflexo das tendências pós-modernas de distanciamento da verdade bíblica. Devemos como cristãos vigiarmos esta tendência contemporânea de desordem, pois estaremos cumprindo nossa missão expressando o amor de Deus com compromisso à ortodoxia bíblica combatendo o legalismo teológico, desta forma demonstraremos que desejamos receber de Deus suas instruções de forma plena e exclusiva pela Escrituras Sagradas.
 Tenho aprendido que o servo de Deus deve ter anseio e desejo ardente de servi a Cristo compulsoriamente.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Depressão

Por Guilherme M. Damasceno
         Serão apresentadas nesta proposta de aconselhamentos duas visões, a primeira médica, ligada ao antropocentrismo acadêmico psicológico, que não contraria as Escrituras, no entanto é inferior a analise teológica que é extremante bibliocêntrica, posteriormente a conclusão trará a proposta de um aconselhamento eficiente e eficaz.

Analise médica
Depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento. Cerca de 18% das pessoas vão apresentar depressão em algum período da vida. Quando o quadro se instala, se não for tratado convenientemente, costuma levar vários meses para desaparecer. Depressão é também uma doença recorrente. Quem já teve um episódio na vida, apresenta cerca de 50% de possibilidades de manifestar outro; quem teve dois, 70% e, no caso de três quadros bem caracterizados, esse número pode chegar a 90%. A depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, que possuem prolongamentos que não se tocam. Entre um e outro, há um espaço livre chamado sinapse, absolutamente fundamental para a troca de substâncias químicas, íons e correntes elétricas. Essas substâncias trocadas na transmissão do impulso entre os neurônios, os neurotransmissores, vão modular a passagem do estímulo representado por sinais elétricos. Na depressão, há um comprometimento dos neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro.
 Tristeza é um fenômeno normal que faz parte da vida psicológica de todos nós. Depressão é um estado patológico. Existem diferenças bem demarcadas entre uma e outra. A tristeza tem duração limitada, enquanto a depressão costuma afetar a pessoa por mais de 15 dias. Podemos estar tristes porque alguma coisa negativa aconteceu em nossas vidas, mas isso não nos impede de reagir com alegria se algum estímulo agradável surgir. Além disso, a depressão provoca sintomas como desânimo e falta de interesse por qualquer atividade. É um transtorno que pode vir acompanhado ou não do sentimento de tristeza e prejudica o funcionamento psicológico, social e de trabalho.
 Em geral, o indivíduo com depressão reconhece que está sendo afetado por algo novo, diferente das outras experiências de tristeza que teve na vida. A família pode identificar o comportamento do deprimido pela mudança de atitudes, porque ele deixa de ser o que era, deixa de sentir alegria, apresenta queda de desempenho e passa a agir de forma diferente da habitual.


Analise Teológica.
Há um conceito que tem se alastrado no meio evangélico e que compreende a depressão como patologia, ao invés de entendê-la como algo relacionado ao comportamento, ou seja, não como causa e sim consequência de algo que está acontecendo no íntimo do indivíduo, seja este de causa biológica ou emocional.
Nas Escrituras, os sentimentos associados à depressão são descritos como um semblante descaído (Gênesis 4:6), um espírito abatido (Provérbios 17:22, 18:14), tristeza (Provérbios 15:13), desespero (Salmo 42:11), um coração quebrantado (Salmo 147:3); fardos pesados de iniquidade (Salmo 38:4), luto (Salmo 38:6), peso que faz encurvar (Salmo 38:6), tristeza a ponto de verter lágrimas (Salmo 119:28) ou desfalecimento (fraqueza ou desmaio) (Efésios 3:13; Hebreus 12:3). No Salmo 38, Davi descreveu vários sintomas e sentimentos relacionados com "estar deprimido": Ninguém está completamente imune aos sentimentos depressivos como vemos em I Coríntios 10:12-13. Muitos personagens bíblicos também experimentaram aquilo que hoje seria classificado como "depressão", mas o fator que desencadeou a depressão em suas vidas foi uma ênfase no "eu", que os conduziu ao pecado e este, por sua vez, é que os conduziu à "depressão".
É evidente que, em certos casos, disfunções orgânicas podem desencadear sintomas depressivos, porém muitos distúrbios (temporários ou crônicos) comumente definidos como depressão, são de fato uma consequência de hábitos não bíblicos e ou reações pecaminosas para com circunstancias ou pessoas.
O cuidado físico adequado é essencial para o cumprimento do plano de Deus, conforme I Coríntios 6:20 e Filipenses 1: 20. É importante submeter-se a um diagnóstico médico sempre que houver a suspeita de algum problema físico e dar prosseguimento ao tratamento adequado, no entanto, é importante lembrar que o crente ainda assim será responsável por responder de forma bíblica diante de qualquer dificuldade independente de seus sentimentos, segundo o exemplo de Jeremias em Lamentações 3:31-32, e do apóstolo Paulo em II Coríntios 12: 7-10.
Se em meio às dificuldades físicas o crente agir com responsabilidade (o que inclui buscar assistência médica apropriada) e praticar o amor bíblico em todos os seus relacionamentos, o crente agradará a Deus, provará do Seu cuidado amoroso e será fortalecido. Se tudo isso o crente observar com cuidado, como poderia a depressão estar presente em sua vida? (Gen. 4:7; Salmos 34:19; 37:23-24; 119:143; 147:6; II Cor. 12: 9-10; Fil. 2: 3-8; 4:13 e 19; Tiago 1:25).
Estas são questões muito presentes no seio das igrejas locais da atualidade, não só no Brasil, mas em todo o mundo. O problema é que poucas vezes se tem dado uma resposta bíblica firme e coerente diante da avalanche de conceitos humanos no exercício do aconselhamento cristão. Uma advertência de grande contribuição para um posicionamento bíblico efetivo é o livro Introdução ao Aconselhamento Bíblico de John F. MacArthur Jr. e Wayne A. Mack, o qual transcrevo um trecho do primeiro capítulo:
“Em anos recentes, entretanto, surgiu dentro da Igreja um forte e bastante influente movimento que procura substituir o aconselhamento bíblico no corpo da Igreja pela 'psicologia cristã' - técnicas e sabedoria adquiridas a partir de terapias seculares e aplicadas por profissionais que recebem por seus serviços. Os que têm liderado esse movimento, via de regra, soam levemente bíblicos. Isto é, eles citam as Escrituras e misturam idéias teológicas aos ensinamentos de Freud, Rogers, Jung, ou qualquer escola de psicologia secular que, porventura, sigam. O movimento em si, entretanto, não está conduzindo a Igreja a uma direção bíblica. Vem, sim, condicionando os cristãos a pensar no aconselhamento como algo que deva ser reservado a especialistas bem treinados. Tem aberto a porta para uma variedade de teorias e terapias extrabíblicas. Na verdade, tem deixado muitos com o entendimento de que a Palavra de Deus é incompleta, insuficiente, obsoleta e incapaz de oferecer ajuda aos mais profundos problemas emocionais e espirituais das pessoas. Esse movimento tem impelido milhões de cristãos a buscar ajuda espiritual longe de seus pastores e irmãos na fé, introduzindo-os nas clínicas psicológicas. Ele tem dado a muitos a impressão de que se adapta a métodos seculares, o plano de doze passos por exemplo, pode ser mais útil que os meios espirituais que visam a afastar as pessoas de seus pecados. Resumindo, ele tem diminuído a confiança da Igreja nas Escrituras, na oração, na comunhão, e pregação como meios por intermédio dos quais o Espírito de Deus opera para transformar vidas.”
O perigo de um desprezo pelas Escrituras é reforçado pelo irmão J. Adams que, em seu livro Conselheiro Capaz, aborda com muita propriedade o assunto dos problemas da alma. Adams procurou respostas na psicologia a fim de aprimorar o ministério de aconselhamento, no entanto, grande foi sua decepção ao descobrir que a maioria dos conselheiros cristãos recomendava princípios e métodos antagônicos às suas convicções evangélicas. Como pastor, Adams não podia admitir tratar do problema do pecado como se fosse uma doença.
Um outro autor muito conhecido no meio evangélico, o irmão Dave Hunt, em seu livro Escapando da Sedução, escreve:
“Vemos mais uma vez o triste resultado de interpretar a Bíblia com base em crenças pré-determinadas - e, infelizmente no caso da psicologia, de crenças a respeito das quais nem mesmo os "especialistas" conseguem concordar, e que não deram prova de funcionar (em muitos casos, na verdade, deram prova de não funcionar). A psicologia cristã é uma tentativa de realizar um ato de equilibrismo, com um pé na Rocha firme, Jesus Cristo, e o outro na areia movediça do humanismo.”
O amado pastor Infante em seu livro O Pastor nestes Tempos Difíceis é enfático quanto à sutileza do pensamento do mundo que se faz de inofensivo e contamina a Igreja. Ele diz:
“Estamos exercendo o ministério em tempos difíceis, onde os valores invertidos na sociedade adentram em muitas igrejas. A música, moda, ecumenismo, maçonaria e tantas outras coisas mundanas são encaradas como coisas inofensivas à sã doutrina. Onde os Atalaias? A Palavra de Deus condena a imitação das coisas do mundo!”.
É exatamente nesses termos que a sutileza da idéia que depressão é uma doença e que a psicoterapia não tem nada de mais e é uma ajuda importante no combate à esse mal torna-se uma mancha na suficiência da Palavra no processo de santificação do crente e um golpe fatal na dependência de Deus e obediência necessária que encontramos no exemplo das Escrituras:
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” Colossenses 2: 6-9.
Conclusão

Existem algumas coisas que aqueles que sofrem de depressão podem fazer para aliviar a sua ansiedade. Eles devem se certificar de que estão permanecendo na Palavra, mesmo quando não sentem vontade. As emoções podem nos desviar do caminho, mas a Palavra de Deus permanece firme e imutável. Nós devemos manter forte a fé em Deus, e nos aproximarmos dEle ainda mais quando sofremos provas e tentações. A Bíblia nos diz que Deus jamais permitirá que sejamos tentados além do que possamos suportar (1 Coríntios 10:13). Apesar de estar deprimido não ser um pecado, uma pessoa ainda é responsável pela forma como responde à aflição, incluindo a busca pela ajuda profissional de que precisa. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15).

Fontes de pesquisa: 
Ricardo Moreno é médico psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. http://drauziovarella.com.br/audios-videos/estacao-medicina/depressao-doenca-que-precida-de-tratamento/
Prof. Humberto Alcantara de Oliveira é Bacharel em História pela PUC São Paulo, membro do Templo Batista de Indianápolis professor do S.B.E. e do curso de Autoconfrontação. 
http://solascripturatt.org/SeparacaoEclesiastFundament/DepressaoNaoEhDoenca-HADeOliveira.htm

A Importância da Humildade - 2° Parte.

Definindo Humildade

Por Guilherme M. Damasceno
A palavra humildade vem do latim humilitas e significa a capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações. Seria uma demonstração de respeito, submissão, simplicidade, sofisticação e sobriedade. A humildade se constitui, portanto como um dos fundamentos, para mantermos a comunhão com Deus, é uma das evidencias do caráter de Cristo.
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2:3.
Se o nosso coração for igual ao de Cristo, será sempre inclinado a Soberana vontade de Deus, repudiará a preguiça, comodidade e o conforto de servi a Deus relapsamente, teremos uma consciência purificada do engano maligno de um aparente fracasso, e passaremos a enxergar a vitória e honra  em ser simplesmente  um humilde servo de Deus.
A honra de ser um servo de Cristo é superior á posição de qualquer Imperador, pois todos os homens do mundo apesar de ostentarem riqueza, poder e clamou, não poderiam guardar em seus cofres uma gota se quer dos oceanos de riqueza, poder e glória da magnitude das propriedades exclusivas de Jeová.
Tudo na vida é belo! Nossa percepção é que às vezes falha, até os cardos e espinhos revelam a beleza do contraste da vida. Superação, esperança e determinação fazem do diligente um "herói", o que seria dele, sem as pedras no caminho? Precisamos valorizar mais os benefícios da vida. Em Cristo temos a oportunidade de crescer na graça e no conhecimento, superando desafios, a humildade e essencial nesta constante dependência do Espírito Santo, a honra virá com o tempo, mas o maior desafio porém, se constitui em andar dignamente no caminho do Senhor, tributando a Ele toda honra, glória e louvor.
“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Romanos 11:36.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Importância da Humildade - 1° Parte.

Por Guilherme M. Damasceno 

Em um mundo pós-moderno onde a tendência natural e o distanciamento do individuo com o compromisso da vida comunitária e o incentivo ao individualismo egocêntrico da personalidade humana, definir princípios éticos para a sociedade atual e um grande desafio, no entanto quando á uma fundamentação bíblica para os princípios de ética cristã nos parâmetros sociais o abismo existente entre teoria e prática podem ser superados pela ponte da comunidade cristã, ou seja, pelo papel da Igreja do Senhor Jesus cumprindo sua missão de forma integral.
Vivemos em um mundo egoísta, o importante e estar bem e conquistar os objetivos individuais, passando por cima de quem quer que seja, para obter sucesso, essa naturalmente é a lógica social do mundo pós-moderno; o ser humano busca dentro de si respostas para suas inquietações, desprezando a influencia externa, compreende que é o ser mais sábio para reger a sua vida, já que ninguém melhor que o próprio individuo para compreender a si mesmo, com isso menospreza os desígnios de Deus e a autoridade bíblica para dirigir e transformar a sua vida, a “síndrome de narciso” atinge grande parte da população mundial e infelizmente a manifestação desta enfermidade psíquica ocorre de maneira geral na Igreja Cristã e, portanto precisa ser tratada, é por esse motivo que o  Apostolo Paulo orienta aos cristãos Romanos que vivam em equilíbrio “Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.”  Romanos 12:3.
Humildade, portanto é a característica essencial de um coração puro, sincero, honesto e integro diante de Deus. Em toda a bíblia encontraremos exemplos de servos humildes que receberam reconhecimento e honra devido trilharem o caminho da humildade. O portal divino da honra é a humildade “O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.” Provérbios 15:33; por este motivo e tão importante estudar as evidencias bíblicas, e a importância da humildade do homem de Deus diante dos propósitos divinos para sua vida, neste estudo encontramos uma constante ambiguidade da relação da ética cristã e a ética social de um mundo pós-moderno, pois a sociedade contemporânea é soberba, egoísta e egocêntrica,  a ética cristã no entanto preza pela humildade, humanidade e modéstia. Com o conhecimento da verdade divina poderemos trilhar o caminho da honra de Deus e viver de forma plena em Cristo, “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6, Ele é aquele que tem poder para transformar o caráter do homem e torna-lo um servo de Deus autentico, através de sua Palavra transforma o homem mais soberbo em um servo temente e humilde.
Para ser humilde, portanto é preciso viver uma vida integralmente em Cristo. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20.
Sonhe com ousadia, invista em grandes projetos, mas tenha humildade para começar pequeno e receber descrédito.

Rev. Hernandes Dias Lopes -Tema: A Necessidade de um Avivamento Espiritual...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

De olho nos líderes mais jovens

O Rev. Rubens Ramiro Muzio, líder da Sepal de Londrina (PR), concedeu uma entrevista para a revista Liderança Hoje falando um pouco sobre essa nova geração.
  Coordenador do Projeto Brasil 21, programa que mescla ações de evangelismo, discipulado e plantação de igrejas, líder da Sepal em Londrina (PR) e autor de livros como O DNA da Igreja (Editora Esperança) e O DNA da vida cristã (Voxlitteris), o Rev. Rubens Ramiro Muzio disse, ao analisar a atual geração, que é preciso investir mais nos jovens líderes evangélicos. "Pensam o cristianismo de maneira mais sistêmica, com mais integralidade; desejam trazer os valores do Reino de Deus ao mundo; querem ver a cidade transformada e não apenas levarem almas para o céu", afirma Muzio, que concedeu a seguinte entrevista a Cleber Nadalutti, editor executivo de LIDERANÇA HOJE:
Essa geração evangélica é questionadora?
Sim, mas não no que concerne à reflexão teológica e bíblica. Na verdade, penso que o questionamento é mais resultado da assimilação das leis do mercado. Diante de tantos produtos religiosos e opções eclesiásticas, lamentavelmente o 'crente-cliente' se vê com total liberdade para utilizar critérios consumistas na escolha da melhor igreja, pastores e ministérios. O envolvimento nas igrejas, em geral, é estritamente opcional e exercitado pelo indivíduo, com sua própria decisão pessoal. Como resultado, os membros são vistos como consumidores religiosos atrás de produtos, buscando os serviços religiosos que melhor se encaixem às suas necessidades pessoais.

A nova geração respeita as autoridades (inclusive o pastor)?
Se você se refere à nova geração de líderes e jovens cristãos com menos de 35 anos de idade, eu creio que sim. Eles estão ainda muito abertos! Eu particularmente sinto maior sensibilidade desses jovens líderes que dos pastores e líderes mais maduros. Na verdade, a geração mais antiga não soube passar o bastão e dificilmente compreenderá as profundas mudanças que aconteceram no século 21; não está disposta a fazer movimentos na vida mais sérios, mais profundos. O pessoal mais jovem – de menos de 35 anos –, contudo, está mais sedento para ouvir e dialogar, quer ser desafiado.

De que maneira a juventude – incluindo aqui os adultos jovens – tem se inserido na sociedade, buscando ser aquilo que Jesus propunha: ser sal com gosto e luz que, de fato, ilumina o caminho das pessoas?
Os jovens cristãos maduros pensam o cristianismo de maneira mais sistêmica, com mais integralidade; desejam trazer os valores do Reino de Deus ao mundo; querem ver a cidade transformada e não apenas levarem almas para o céu. Por isso, questões sociais e ecológicas fazem parte de suas agendas e inserem-se dentro de sua espiritualidade. Isso é muito positivo. O grande desafio deles talvez seja aprender a ler e meditar nas Escrituras Sagradas ao mesmo tempo em que refletem e analisam a situação do mundo. O equilíbrio entre comunhão com Deus, Sua vontade e Sua Palavra por um lado, e a realização pessoal, o sucesso e a análise das questões sociais de outro, é importantíssimo. O sucesso é medido pela minha vida perante Deus, meu crescimento a semelhança de Cristo, no caráter e não pelos aplausos. Aqueles que querem preencher o vazio interior através do serviço ao próximo irão apenas espalhar sua infelicidade mais adiante. Pessoas que desejam ajudar e fazer coisas pelos outros ou pelo mundo sem aprofundar seu autoconhecimento, sua compreensão de si mesmos, sua liberdade pessoal, sua capacidade para amar, descobrirão cedo ou tarde que não tem nada a oferecer.

Quais são os desafios da Igreja hoje diante de tanto materialismo?
Este é um momento de humildade e gratidão. A igreja está crescendo e o povo se enriquecendo e devemos ser muito cuidadosos com o gerenciamento de nossos bens. Devemos ser mais generosos e menos focados na construção dos nossos próprios impérios! Precisamos ser menos amantes do consumo, do entretenimento e dos bens materiais, e levar uma vida mais simples, sendo desapegados das coisas.

Como alcançar os jovens e adultos jovens desigrejados?
Os jovens brasileiros ainda estão muito abertos para as questões espirituais. Na verdade, estão entre os jovens mais abertos no mundo inteiro. Devemos tratá-los com respeito e seriedade, sem fazer marketing, respeitando-os em seus questionamentos, propondo uma caminhada de discipulado e semelhança a Cristo. Devemos tratá-los de igual para igual, com uma visão clara do Reino de Deus e fundamentada nos valores bíblicos.

fonte: Cristianismo Hoje

As amarras da liberdade

Há um paradoxo na compreensão cristã do que significa ser livre.

   Para milhões de pessoas, nenhuma palavra soa tão bem quanto "liberdade". Nos comerciais de televisão, anuncia-se que a compra de um automóvel ou uma viagem àquele destino paradisíaco trarão a liberdade de que o telespectador tanto precisa. Datas festivas, como a da independência de um país, também são saudadas como símbolos de liberdade, e boa parte dos hinos nacionais a mencionam. Políticos, homens de negócios, publicitários, vendedores, chefes militares – todos sabem como usar essa palavra para chamar a atenção de seus públicos e atrair interesse. Sim, poucas palavras são tão comuns e, ao mesmo tempo, carregam tamanho significado.
   A palavra liberdade também é encontrada diversas vezes nas Escrituras e na tradição cristã. Qualquer crente que conheça minimamente a Bíblia já se deparou com versículos que dizem coisas como "a verdade vos libertará" (João 8.32) e que "é para a liberdade que Cristo vos libertou" (Gálatas 5.1). Logo, liberdade não é um tema apenas patriótico ou humanitário; é, também, um valor presente no Evangelho. Infelizmente, muitas pessoas confundem dois conceitos de liberdade bastante distintos. O conceito bíblico é bem diferente do significado cultural do termo, apesar de serem facilmente confundidos. E nenhum desses é o mesmo que "livre-arbítrio". Isso pode ser confuso para o cristão comum que deseja saber o que é a verdadeira liberdade. Seria a prerrogativa de ter escolhas? Seria a ausência de limites e restrições? Ou é o poder de fazer o que se deseja? E em que sentido Cristo nos liberta, e em que isso difere daquilo que a mídia, constantemente, nos promete?
   No âmago do Evangelho cristão repousa uma incômoda verdade: a de que, para sermos livres, precisamos abrir mão de tudo o que a cultura secular nos oferece como fonte de liberdade. O Evangelho, ao que parece, requer uma distinção entre o prazer da verdadeira liberdade e a simples posse do chamado livre arbítrio. Não que o livre arbítrio ou a independência da tirania seja algo ruim; apenas, nenhuma dessas coisas representam a verdadeira liberdade. Esta, segundo o Evangelho, se encontra na obediência. E não é exatamente essa a imagem retratada na cultura popular.
   Agostinho, o grande pai da Igreja, ensinava que a liberdade verdadeira não se trata de poder para escolher ou falta de restrições, mas sim, de sermos aquilo que fomos chamados a ser. Os seres humanos foram criados à imagem de Deus; a liberdade verdadeira, portanto, não é encontrada ao nos distanciarmos dessa imagem, e sim, se a vivenciarmos. Quanto mais nos conformamos à imagem de Deus, mais livres nos tornamos – em contrapartida, quanto mais nos distanciamos disso, mais perdemos nossa liberdade.
   De uma perspectiva cristã, então, a liberdade – paradoxalmente – é um tipo de cativeiro. Martinho Lutero foi quem expressou essa verdade da melhor maneira, desde o apóstolo Paulo. Em seu tratado de 1520, A liberdade de um cristão, o reformador sintetizou a ideia em poucas palavras: "O cristão é o senhor mais livre de todos e não está sujeito a ninguém; o cristão é o servo mais obediente, e está sujeito a todos". Em outras palavras, de acordo com Lutero, por causa do que Cristo fez e por causa de sua fé no Salvador, o cristão se tornou completamente livre da escravidão da lei. Ele não precisa fazer nada. Por outro lado, em gratidão pelo que Jesus fez por ele e nele, o cristão está preso no serviço a Deus e ao próximo. Ele tem a oportunidade de servi-los com alegria e liberdade. Logo, quem não entende o significado dessa oportunidade simplesmente não experimenta a alegria da salvação. Foi isso que Lutero quis dizer.

OBEDIÊNCIA E SERVIDÃO
   Pulando do século 16 para o 20, e de um reformador do magistério para um teólogo anabatista radical, temos John Howard Yoder escrevendo, em A política de Jesus, acerca de "subordinação revolucionária". Segundo ele, não é possível encontrar a verdadeira liberdade focando em nossos próprios direitos, mas sim, entregando-os livremente, sendo servos de Jesus Cristo e do povo de Deus. Tudo isso, claro, é bastante difícil para ocidentais do século 21 engolirem. Somos herdeiros do Iluminismo, vítimas de uma lavagem cerebral feita pela ênfase da modernidade no individualismo e na liberdade. Somos bombardeados, desde a infância, com a mensagem de que a liberdade significa autoafirmação, reivindicação de nossos direitos, ausência de restrições e senhorio sobre nós mesmos. A maior virtude defendida pela sociedade contemporânea é a de "ser verdadeiro consigo mesmo". Em outras palavras, é como se cada um dissesse, o tempo todo: "Não me limite!".
   Acontece que nenhuma verdade é mais difundida nas Escrituras e na tradição cristã do que a de que a verdadeira liberdade se encontra na obediência e na servidão. E, ao mesmo tempo, nenhuma verdade está mais em desacordo com a cultura moderna. Nesse ponto, nos encontramos diante de duas alternativas: a mensagem do Evangelho a respeito da verdadeira liberdade versus a mensagem cultural da autonomia e do "vivo como quero". O contraste que há entre a verdade do Evangelho e seu substituto satânico começa a se desenrolar em Gênesis, na história da criação e da queda. De acordo com Gênesis 2, Deus deu liberdade aos primeiros seres humanos: "De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás". Condicionados como estamos pela modernidade e sua obsessão por autonomia, nossa primeira reação é o questionamento: "Como isso pode ser liberdade?" - afinal, para nós, liberdade com limitação não é liberdade.
Sabemos, entretanto, como esse tipo de liberdade foi compreendida por Adão e Eva, assim como por toda a raça humana. Trata-se de uma história de vergonha, alienação, inimizade e morte – em suma, a antítese absoluta da liberdade. Em Paraíso perdido, John Milton parodiou a raiva da humanidade por causa de suas limitações na declaração de Lúcifer: "Melhor reinar no inferno do que servir no céu!". Fica a questão: Quando Adão e Eva estavam mais livres? No Jardim do Éden, quando podiam comer de todas as árvores, exceto uma? Ou depois, quando perderam o Paraíso e ficaram "livres" para comer de tudo o que quisessem? As implicações do ocorrido no início são inevitáveis: a verdadeira liberdade é encontrada apenas através da obediência a Deus e da comunhão que a acompanha. Já sua perda se dá com a autoafirmação, o desejo idólatra de cada um governar seu "pedacinho de inferno", em vez de desfrutar das bênçãos do favor de Deus.
   Toda a narrativa bíblica pode ser lida como um drama sobre a liberdade e sua perda através do desejo e da tentativa do ser humano de aproveitar uma autonomia irrestrita. Tome-se como exemplo as frequentes rebeliões de Israel e sua consequente perda de proteção divina; ou a atitude de Davi diante de sua redescoberta da alegria na obediência às leis de Deus; e também os chamados de trombeta dos profetas para que Israel e Judá guardassem a lei do Senhor – e a subsequente perda da liberdade do povo, por ter insistido em fazer as coisas à sua maneira.
Em nenhum outro trecho bíblico esse contraditório tema ficou mais claro do que no Novo Testamento. Jesus disse a seus discípulos: "Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á". E, mais uma vez, ele disse aos que o seguiam: "Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo" (Mateus 20.26-27). É verdade: o apóstolo Paulo falou diversas vezes sobre nossa libertação, em Cristo, de uma obrigação externa, ou seja, da lei. A confiança em Jesus é, de acordo com ele, a única base para um relacionamento correto com Deus. Por outro lado, ao longo de suas epístolas, ele nos aconselha a abrir mão de nossos direitos e liberdades em prol da propagação do Evangelho e da proteção da consciência das outras pessoas. Paulo encontrou a verdadeira liberdade ao abrir mão de seus direitos: "Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais" (I Coríntios 9.19).

AMOR SACRIFICIAL
   O tema da liberdade através da obediência e servidão é tão predominante no Evangelho que é difícil deixá-lo passar despercebido. No entanto, isso, muitas vezes, acontece devido à ênfase dada à autonomia por nossa cultura. Então que tipo de obediência traz a liberdade verdadeira? Em primeiro lugar, e contrariamente à opinião popular, não se trata de uma obediência imposta. Não se trata de obedecer à vontade de Deus porque tememos as consequências da desobediência. A obediência ao Evangelho é sempre voluntária. No momento em que a obediência a Cristo se torna penosa, ou mero conformismo relutante, não é mais a obediência do Evangelho. Somente quando a obediência é prazerosa, resultado de gratidão, ela proporciona liberdade verdadeira, a que vem quando somos aquilo que fomos criados para ser.
   Em segundo lugar, a obediência que traz liberdade verdadeira é motivada pelo amor sacrificial. Yoder descreve profeticamente esse tipo de servidão como "subordinação revolucionária", onde cada crente busca o bem dos outros sem tentar fazer valer seus próprios direitos. Em uma comunidade onde todos vivem dessa forma, em gratidão a Jesus Cristo, capacitados pelo seu Espírito, a verdadeira liberdade é abundante.
   Então, qual a relação de tudo isso com o e tem como livre arbítrio? Liberdade, então, não significa nada além de livre arbítrio? É claro que não. Se, por "liberdade" queremos dizer a liberdade do Evangelho – na servidão, tornamo-nos aquilo que Deus deseja de nós, na obediência a Cristo e em nossa transformação à sua imagem, algo bem mas profundo que o simples exercício do livre arbítrio. Isso é algo em que arminianos – e que creem que o homem é livre para escolher – e calvinistas, que acreditam na escravidão da vontade e soberania absoluta de Deus, poderiam concordar. Os arminianos evangélicos acreditam que a verdadeira liberdade transcende o livre arbítrio, que, nessa análise, seria simplesmente da capacidade dada por Deus para escolhermos a verdadeira liberdade, oferecida pela graça, ou a rejeitarmos devido à nossa obstinação egocêntrica.
   Nem todos os cristãos creem no livre arbítrio. Lutero era um deles. Mas não é essa a questão. Quer alguém creia ou não, a liberdade verdadeira é outra coisa, e não contradiz o livre arbítrio; ela simplesmente o transcende. Todos os cristãos concordam que a autêntica liberdade, aquela que procede da obediência a Cristo e da conformidade à sua imagem, é um dom de Deus que iremos desfrutar plenamente quando formos glorificados com ele. É sobre isso que Paulo fala em Romanos 7: aqui na terra guerreamos entre a "carne" – a natureza caída – e o Espírito, dom de Deus, que habita em nós. Nesse ínterim, enquanto aguardamos nossa plena glorificação, crescemos em liberdade apenas ao trocarmos uma atitude de submissão à lei por um novo coração que se deleita em obedecer a Cristo. Pela graça de Deus, e com a ajuda de seu Espírito, podemos perceber uma liberdade ainda maior do pecado e da morte. Mas a liberdade em sua plenitude só vem após nossa ressurreição.
   Teólogos chamam de "santificação" o processo pelo qual se experimenta gradualmente a autêntica liberdade antes da morte. Há muitas opiniões divergentes a respeito de quão intensa e completa tal liberdade pode ser antes da ressurreição. Todos, porém, concordam que a liberdade verdadeira é um dom que recebemos aos poucos, ao longo da vida. Paulo foi claro em sua carta aos crentes de Filipos: "Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade". A salvação, em outras palavras, é tanto dom quanto missão. O "porque" usado por Paulo indica que o dom está na base da missão. Somos chamados, em um exercício de livre arbítrio, a obedecer e servir. Trata-se de uma decisão nossa.

GRAÇA x LIVRE ARBÍTRIO
   Por outro lado, sempre que experimentamos essa liberdade maior que vem da obediência genuína e somos conformados ao caráter de Cristo, nos tornando servos verdadeiros, reconhecemos que é tudo devido à obra de Deus em nós. É esse o paradoxo da graça e do livre arbítrio. A graça de Deus, que deseja nos conceder a liberdade, está presente, desde o momento da nossa conversão. A graça nunca nos falta, nem precisa ser reforçada. Mas pode, no entanto, ser bloqueada por atitudes e hábitos indevidos, ressentimentos e atitudes egoístas. Cabe a nós encontrá-los – com a ajuda do Espírito, é claro – e trabalhá-los através de um processo de arrependimento e submissão. O livre arbítrio, assim, é uma condição necessária a esse processo, mas não o resultado final. Tal processo não leva à autonomia absoluta, mas sim, a uma liberdade crescente do jugo do pecado e da morte. Já estamos livres da lei e da condenação; portanto, a liberdade para nos tornarmos o que Deus planejou é trabalho dele e nosso também – a glória, porém, é toda do Senhor.
   O Evangelho é uma boa nova incondicional. Não precisamos fazer algo ou obedecer a alguém; isso seria horrível. Não; o Evangelho trata-se, de fato, de poder fazer algo, o que é sempre positivo. Trata-se do que podemos ter à medida que permitimos, de bom grado, que Deus, através do seu Espírito, faça sua obra em nós: a certeza da vitória sobre o pecado e a morte. Apenas quando abraçarmos essa vitória – e renunciarmos a todas as reivindicações para governar nossas próprias vidas – é que seremos verdadeiramente livres.

fonte: Cristianismo Hoje

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Apologética da Compaixão


Ser apologista não é e nunca foi uma tarefa fácil. Defender a fé cristã requer muito estudo, uma boa dose de empenho, grande capacidade de argumentação e o gosto peculiar por questionar tudo, até mesmo as próprias convicções, e trazer respostas satisfatórias para nossa mente e espírito.
Este é um cenário propício para que se perca a essência do foco do ministério de Jesus, que também é nosso: as pessoas. Não raro percebo um desvio do foco do trabalho apologético nas mais diversas formas: debates em listas de discussão, no Orkut, em programas de rádio ou de TV, em sites focados no tema ou não. Tristemente acompanho debates que são verdadeiras batalhas entre egos, cujo objetivo é ganhar a disputa, ainda que não sirva para mais nada além disso.
Minha experiência como participante de debates levou-me a uma triste constatação: não me recordo de ter visto nenhum debatedor, ainda que vencido pelos argumentos de outrem, converter-se genuinamente à fé cristã por conta do debate.

As pessoas que são enganadas por seitas pseudocristãs têm em seu coração o desejo sincero de seguir a Cristo e creem agir assim. É importante observarmos que todo o ministério de Cristo foi pautado pela apologética. Com extrema habilidade e autoridade Jesus defendeu a fé genuína que havia sido vilipendiada pelos fariseus e escribas: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar" (Mt 23.13). Este era o tratamento "amoroso" que Jesus dispensava aos líderes religiosos da época. Em contrapartida, o povo que era conduzido pelos fariseus ao engano religioso era tratado de forma muito distinta: "Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?" (Mt 6.26).

Esta era a apologética que Jesus usava com o povo: a Apologética da Compaixão. Da mesma forma é assim que devemos agir com os enganados e oprimidos por sistemas religiosos corrompidos em seus princípios e em sua moral, que arrogam para si o título de igreja verdadeira de Jesus Cristo, mas que estão distantes de Cristo e, consequentemente, da verdade.
Para "pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos" (Jd 1.3b) é necessário não somente conhecimento, mas principalmente sabedoria e discernimento sobre como comunicar esta fé de forma a ser compreendida. C. S. Lewis escreveu certa vez: "Deus nunca se faz de filósofo diante de uma lavadeira". Nosso Senhor sempre se comunica de forma totalmente inteligível com seus filhos e também com os que deseja alcançar. "O Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). O mundo não tem ideia do que seja teologia, hermenêutica ou exegese, mas compreende muito bem o amor e a compaixão. Palavras bonitas são apenas palavras bonitas se não resplandecerem o amor de Deus e palavras difíceis não passam de empecilho para comunicar a verdade bíblica.

É hora de revermos conceitos de como atuar na defesa da fé de forma satisfatória, que efetivamente conduza os perdidos e enganados ao caminho da salvação e não seja simplesmente mais um artigo escrito com anseio acadêmico.
Existem cristãos que se encontram frustrados, cansados e abatidos, pois defendem a fé cristã há anos ou até décadas e nenhuma alma ainda se converteu como resultado de sua pregação e ensino. O que talvez eles não percebam é que estão totalmente fora de sintonia com o mundo em que vivem e estão oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais faz.
A Apologética da Compaixão exercida por Jesus é universal e atemporal. Serviu de forma eficiente durante seu ministério terreno e continua a servir de forma eficientíssima nos tempos atuais. 
Brennan Manning relata que o homem natural busca segurança, prazer e poder. O mundo pode oferecer tais benefícios, porém é limitado em sua forma, conteúdo e duração. Por mais segurança que se possa contratar, ninguém está imune a ter uma arma apontada para a cabeça durante um assalto. Por mais prazer que se possa encontrar, vai durar só um momento. Por mais poder que se possa acumular, uma virada na economia mundial ou um golpe de Estado podem reduzir tal poder a nada. Comunicar ao perdido a segurança infinita que só há na salvação em Cristo, e nem mesmo um tiro fatal pode tirá-la, que não há prazer terreno que se compare a estar eternamente na presença de Deus na Jerusalém celestial e que o poder de Deus habita e atua em nós de forma inequívoca, e não podemos perdê-lo por conta dos acontecimentos, é exercitar a Apologética da Compaixão. É correto o pensamento de Blaise Pascal que diz que o homem tem um vazio infinito dentro de si que só pode ser preenchido pelo infinito de Deus.

"A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade" (Lm 3.22-23). As misericórdias de Deus provêm de seu amor incondicional e tem como resultado a compaixão.

Observo pessoas que se compadecem dos cachorros abandonados nas ruas. Dão-lhes em primeiro lugar um sinal de afeto, de amor e só depois oferecem água e comida. Por vezes tais pessoas vão além e passam a cuidar desses animais. É interessante observar que, mesmo a partir de uma demonstração de amor, muitos são arredios e desconfiados, vão se aproximando devagar e a qualquer movimento ou barulho diferente já se esquivam e se distanciam, talvez temerosos pelas inúmeras vezes que foram agredidos, maltratados e ignorados. Por conta disso passam a agir defensivamente por instinto, por esperarem sempre o pior vindo dos homens.

De forma um tanto grotesca podemos fazer uma analogia entre esses cachorros de rua e os perdidos. Estes também agem de forma defensiva, instintivamente, pelas várias vezes que já foram machucados pelo mundo ou por "igrejas" que se dizem cristãs. Por isso são arredios à Palavra de Deus e a qualquer coisa relacionada a religião. Ficar falando e falando para elas sobre o amor de Deus sem nenhuma atitude é como apenas contar para o cachorro abandonado como é uma tigela de água ou um prato de ração. Não será na primeira vez que ele permitirá um banho ou o cuidado com uma orelha machucada e infeccionada. Mas depois de demonstrado o amor, o carinho e o cuidado o animal não sairá correndo em disparada ao ser tratado, ainda que sinta dor.
Os homens que estão afastados de Deus sofrem espiritualmente das mesmas mazelas e, pior ainda, muitas vezes refletidas em seu corpo.

A Apologética da Compaixão não vai tentar limpar e curar sem antes demonstrar o amor do Deus que limpa e cura. Quando servimos a Cristo de forma sincera e permitimos que o Espírito Santo de Deus nos guie sem restrições, manifestamos o mesmo amor de Deus pelas almas perdidas, que sofrem e padecem por estarem afastadas deste amor.

Neste mundo corrompido precisamos ser a voz profética que anuncia a verdade cristã e defende as pessoas do engano lançado pela astúcia do inimigo de nossa alma, não combatendo contra a carne e o sangue, não combatendo as pessoas que estão neste engano, mas, ao contrário, demonstrando a elas com toda mansidão e doutrina a razão da nossa esperança em Cristo Jesus, amando-as como Cristo nos ama, sendo misericordiosos como nosso Deus é conosco e, movidos de íntima compaixão, conduzi-las ao entendimento da crença em Cristo e crer na ação do Espírito Santo para convencê-las do pecado, do juízo e da justiça.

Por Giuliano Barcelos.

Ed René Kivitz - TALMIDIM 019: Viver


Fica a Dica!


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Queria ser escritor.

Queria ser escritor, não por ser somente, mas por poder semear as sementes das belas palavras a almas sedentas, que precisam ser regadas por conhecimento e amor.

Ação.

O pensamento é a alma do ato, palavras são lindas quando se transformam em ações de transformação, não podem apenas ser semeadas no ar; portanto semei palavras no solo fértil da prática. Ação!